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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Escala ou Índice de Apgar





A Escala ou Índice de Apgar é um teste desenvolvido pela Dra. Virginia Apgar (1909 – 1974), médica norte-americana, trata-se na avaliação feita por um pediatra dos 5 sinais do recém-nascido, atribuindo-se a cada um uma pontuação de 0 a 2. O teste, aplicado duas vezes (no primeiro e no quinto minuto após o nascimento), é utilizado para avaliar o ajuste imediato do recém-nascido à vida extrauterina, sendo que os sinais avaliados são: frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor da pele.


O somatório da pontuação (no mínimo 0 e no máximo 10) resultará no Índice de Apgar e o recém-nascido será classificado como:


  • sem asfixia (Apgar 8 a 10);
  • com asfixia leve (Apgar 5 a 7);
  • com asfixia moderada (Apgar 3 a 4) ou
  • com asfixia grave: Apgar 0 a 2.


A sigla 'APGAR' é uma espécie de acróstico relacionando a Virginia Apgar, neonatologista que propôs tal sistematização da avaliação clínica: Appearance, Pulse, Grimace, Activity, Respiration. Em Português: Aparência, Pulso, Gesticulação, Atividade, Respiração.


No momento do nascimento, este índice é útil como parâmetro para avaliar as condições do recém-nascido e orientar nas medidas a serem tomadas quando necessárias, entretanto não deve ser usado para definir a necessidade de reanimação neonatal, já que esta deve ser instituída ainda no primeiro minuto de vida, antes da primeira aferição do Apgar.


As notas obtidas no primeiro e quinto minuto são comumente registradas na caderneta/cartão de saúde da criança e permitem identificar posteriormente as condições de nascimento desta criança (se ela nasceu sem asfixia ou com asfixia leve, moderada ou grave). Se no quinto minuto de vida se obter um Apgar menor ou igual a 6 deve-se continuar calculando o índice de 5 em 5 minutos (no décimo minuto, décimo quinto, e assim em diante) até se obter pontuação maior que 6.


Os cinco critérios do índice de Apgar:


Índice 0
Índice 1
Índice 2
Componente do retroacrônimo
Cor da pele
Cianose (coloração azulada) ou palidez
Cianose nas extremidades ou acrocianose (coloração arroxada)
Sem cianose.
Corpo e extremidades rosados
Aparência
Pulsação arterial
Não detectável
< 100 batimentos por minuto
> 100 batimentos por minuto
Pulso
Irritabilidade Reflexa (caretas)
Sem resposta a estímulo
Careta ou estimulação agressiva
Choro vigoroso, tosse ou espirro
Gesticulação
Atividade (tônus muscular)
Flacidez (nenhuma ou pouca atividade)
Alguns movimentos das extremidades (braços e pernas)
Muita atividade: braços e pernas flexionados, que resistem à extensão
Atividade
Esforço respiratório
Ausente
Fraco/lento, irregular
Forte, choro vigoroso
Respiração




O que essa nota influencia nas nossas vidas?


No passado os especialistas acreditavam que se a nota de um recém-nascido permanecesse baixa aos cinco minutos de vida, isso indicava probabilidade de ele ter problemas neurológicos. Estudos mais recentes, porém, rejeitaram essa teoria. Sozinhas, as notas individuais não preveem o estado de saúde futuro de uma pessoa, seja bom ou ruim. O apgar não vai dizer se seu filho será mais ou menos inteligente, se vai desenvolver mais rápido ou mais devagar.


O fato de o recém-nascido não ter “tirado” uma nota alta não significa que ele terá algum atraso no desenvolvimento ou será menos inteligente. Significa, apenas, que precisou de mais ajuda na adaptação à vida fora do conforto do útero. É importante que o pediatra que acompanhará o bebê saiba dessas notas para que entenda o histórico do nascimento.




Fontes:

















quarta-feira, 12 de abril de 2017

12 de abril - Dia do Obstetra


Eu sou suspeita para falar da minha obstetra. A Dra. Maria Helena é minha médica desde sempre, ela é doce, educada, fina, elegante e ótima profissional.
Em nenhum momento ela me pressionou a fazer cesariana. Ele me explicou como era cada parto, falou o que achava melhor para mim (tenho plaquetopenia) e assim foi.
No dia do parto da Gabriella, eu não conseguia ficar quieta para tomar a anestesia, era muito frio, eu estava nervosa, tremia cada vez que a agulha chegava perto das minhas costas. Tomei a anestesia sentada, abraçada com a Dra. Maria Helena que me fazia carinho e me acalmava.  Viu! Um doce de pessoa!

O Dia do Obstetra comemora-se no dia 12 de abril.
O médico obstetra ou a médica obstetra, são aqueles profissionais da medicina que acompanham a mulher em gestação. Por noma, um obstetra aconselha e acompanha a mulher antes da gravidez, durante a gestação, durante o parto e acompanha a saúde da mulher também no pós-parto.
O médico obstetra acompanha assim a saúde da mãe e do bebê durante todo o processo, ajudando a prevenir e tratar eventuais problemas de saúde para qualquer um dos dois.
O Que Significa
Obstetra é uma palavra que vem do latim obstetrix, do verbo obstare, que significa "ficar ao lado de". Por isso, o obstetra é literalmente alguém que fica do lado, que acompanha e ajuda.


https://www.calendarr.com/brasil/dia-do-obstetra/

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

E as crises aqui em casa continuam...


Os dois anos ainda não chegaram oficialmente, mas as consequências  já são vistas de longe...


Outro dia nós saímos para fazer mercado, eu não podia sair do lado da Gabi nem um minuto. Imagina a situação,  o pai empurrando o carrinho, eu ao lado dela segurando a mãozinha. Quando eu soltava a mãozinha era uma choradeira sem fim, alguém conseguiu comprar tudo que queria? Não, né... E no mesmo dia ainda tínhamos que ir à farmácia.


Na primeira farmácia, a minha fera ficou mexendo em todos os produtos, os cremes de cabelos, nas escovas de dente infantil, na hora de ir embora ficou parada fazendo bico. Eu chamei várias vezes, só que ela ficou igual uma estátua com bico. Ela ficou braba porque eu acabei com a brincadeira dela. Gente, eu cai na gargalhada, o biquinho e a carinha dela eram uma graça e eu não me contive. Peguei a fera bicuda no colo e levei para a outra farmácia. Até que ela não deu ataque, foi numa boa sem chilique.

Na segunda farmácia, Gabi resolveu brincar com tudo que via na frente, ela fez uma bagunça,  eu deixei, depois tirei tudo da mão dela e dei a nossa cesta com as coisas que realmente compraríamos. Ela adorou carregar a cesta, se sentiu.


Engraçado no mesmo dia, em questão de minutos, era outra criança. Como pode? Bipolar? Não, não. Isso tudo tem explicação cientifica!


Achei toda a explicação no artigo abaixo da revista Super Interessante. http://super.abril.com.br/comportamento/a-ciencia-contra-a-birra/


   






Entenda por que as crianças reagem de forma explosiva diante dos menores desagrados e aprenda a controlar esses ataques de fúria com a ajuda da neuropediatria



Não importa de onde você venha: se existem crianças lá, elas fazem birra. Pode ser o filho de um feirante brasileiro, de um lorde inglês ou um pequeno candidato ao posto de Dalai Lama, no Tibete – todos são capazes de se jogar no chão, berrando e esmurrando o piso, diante de fatos triviais como a recusa do pai em comprar um brinquedo ou a interrupção da diversão com os coleguinhas na hora de tomar banho.


Se você se pergunta por que coisas tão corriqueiras têm o poder de tirar os pequenos do sério – e, eles, você -, saiba que a explicação está no desenvolvimento incompleto de nosso cérebro quando nascemos. A mesma razão pela qual os filhotes humanos dependem tanto dos pais durante a infância e a adolescência. Em formação, volta e meia os cérebros dos pequenos parecem entrar em curto-circuito.


Uma das áreas que não nascem prontas é a parte superior da massa cinzenta, composta pelo neocórtex. Essa região, que corresponde a 85% do cérebro, é responsável por capacidades como reflexão, planejamento, imaginação, pensamento analítico e solução de problemas. Mas nos primeiros anos de vida, faltam conexões suficientes entre os neurônios que existem lá.


“As crianças nascem com muitas áreas sem a camada de gordura que reveste os axônios, responsáveis pela transmissão dos sinais cerebrais entre as células nervosas”, explica o neuropediatra Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É como se um lustre viesse da fábrica com todas as lâmpadas, mas, em parte delas, faltassem os fios que permitem que elas acendam (não se preocupe, mais tarde, por volta dos seis anos de idade, tudo se iluminará). Na ausência de conexões neuronais adequadas nos primeiros quatro anos, a atividade mais intensa acontece nas partes inferiores, mais primitivas.


São as áreas que os cientistas apelidaram de cérebros reptiliano e mamífero. O primeiro é a parte mais profunda e antiga do cérebro humano, pouco modificada pela evolução. Para se ter uma ideia, ela é basicamente igual em todos os vertebrados – o elo perdido entre aquele bebê da propaganda de fraldas e uma lagartixa. Regula funções básicas relacionadas à sobrevivência, como fome, respiração e digestão. E reações instintivas de defesa e ataque, ligadas ao sentido de autopreservação da espécie e à defesa territorial.


Já o cérebro mamífero é equipado com habilidades para a convivência e a construção de relações sociais. Também conhecido como cérebro emocional, inclui o sistema límbico, estrutura cerebral que desperta emoções fortes, como raiva, medo e estresse associado à separação. Enquanto a parte mais primitiva do cérebro já vem bem desenvolvida desde o nascimento, a parte superior – nosso cérebro racional, composto pelo neocórtex e em particular pelos lobos frontais, que comanda o pensamento racional, a capacidade de solucionar problemas, criatividade e imaginação – só atinge sua plena maturidade por volta dos 25 anos de idade.


“É uma das últimas partes do cérebro a se desenvolver, e permanece em constante construção durante os primeiros anos da vida”, diz o pediatra e psiquiatra Daniel Siegel em seu livro The Whole Brain Child (algo como “O cérebro integral do bebê”), sem tradução no Brasil. Por isso, alguns comportamentos que queremos que nossas crianças demonstrem são praticamente impossíveis para elas. “A habilidade de tomar decisões equilibradas, controle emocional, ética e capacidade de prever as consequências de seus atos dependem de uma parte do cérebro que ainda está em formação, e que não está disponível para elas todo o tempo”, afirma Siegel, que também é pesquisador na Universidade da Califórnia.


Cérebros em fúria


Uma crise de birra significa que um de três alarmes – raiva, medo ou temor da separação – foi acionado na parte inferior, mais primitiva, do cérebro infantil. Esses sistemas, que fazem, por exemplo, com que o bebê se sinta terrivelmente inseguro ao menor afastamento dos pais, ou se assuste e chore diante de um barulho, foram originalmente desenvolvidos para proteger os filhotes de situações perigosas, como ser devorados por um predador.


“No mundo moderno, os estímulos para acionar os sistemas de medo ou raiva podem ser você saindo do quarto, uma porta batendo ou um coleguinha pegando um brinquedo dele”, diz a psicóloga Margot Sunderland, autora do livro The Science of Parenting (que poderia ser traduzido como “A Ciência da criação de filhos”), sem edição no Brasil.


“Sem o auxílio da parte superior do cérebro para racionalizar e se acalmar, o resultado é que a criança fica superexcitada, com altos níveis de substâncias químicas associadas ao estresse percorrendo seu corpo e cérebro”, afirma Sunderland, diretora de educação e treinamento no Centre for Child Mental Health, em Londres.


Nessas situações, a amígdala, uma das regiões da parte inferior do cérebro, normalmente disparada em situações de perigo, bloqueia as conexões da parte racional com a parte mais instintiva.


“É como se um portãozinho de segurança fosse colocado na base de uma escada, tornando o acesso ao cérebro superior inalcançável”, diz Daniel Siegel. Ou seja: não bastasse o cérebro ainda estar em construção, quando os pequenos estão sob forte estresse, algumas áreas dele ficam inacessíveis às crianças pequenas durante o momento da birra. E aí, mesmo sendo muito bem educada, fica difícil se controlar.


Trabalho em equipe


Até os quatro anos, essa falta de sintonia na cabeça dos pequenos tem um agravante: nessa idade, os dois hemisférios cerebrais ainda não trabalham de forma totalmente integrada. Se você já conviveu com uma criança pequena – seja seu filho, sobrinho ou aquele menino barulhento do apartamento de cima -, deve ter percebido que até essa idade as crises de fúria parecem nunca ter fim. Nessa fase, ainda não há fibras mielinizadas suficientes no corpo caloso, que conecta os dois hemisférios cerebrais.


Como Tico e Teco ainda não se conhecem muito bem, falta um trabalho em equipe que é crucial para um comportamento equilibrado. Enquanto o lado esquerdo é responsável pelo pensamento lógico, linear e pela linguagem, o direito é intuitivo, emocional e não-verbal. Quando esse último trabalha sozinho, somos dominados por sensações físicas e emoções.


É mais ou menos o que acontece com as crianças de menos de quatro anos, nas quais esse lado do cérebro é dominante. Elas ainda não têm a habilidade de recorrer à lógica e às palavras para expressar seus sentimentos e vivem completamente no presente. “Por isso são capazes de deixar tudo para se ajoelhar e observar com toda a atenção uma joaninha atravessar a calçada, sem se preocupar se estão atrasadas”, diz o pediatra. É essa inundação emocional também que explica a choradeira desproporcional do pequeno simplesmente porque você não deixou que ele mexesse num objeto na casa que vocês foram visitar.


Driblando o choro



Mas, se não dá para evitar as birras, é possível pelo menos contorná-las. O truque: tentar ajudar o bebê a integrar melhor as diferentes partes do cérebro, colocar as cabecinhas para trabalhar de forma coordenada, com a lógica do lado esquerdo do cérebro ajudando a controlar as emoções do lado direito, e a parte superior permitindo racionalizar e analisar as reações instintivas e viscerais da parte inferior. Como acontece com os adultos (pelo menos é o que esperamos).


Por isso, segundo o pediatra Daniel Siegel, no auge da crise da criança, quando o hemisfério direito está predominante, o melhor é abordá-la de forma emocional. Para isso, quando começar a birra, abrace-a, use expressões faciais empáticas e um tom de voz carinhoso. Traduza em palavras os sentimentos que ela própria não consegue descrever – já que seu hemisfério esquerdo, responsável pela linguagem, não está no comando.


Diga frases como: “Eu entendo que você ficou muito chateado porque seu coleguinha teve de ir embora. É muito chato quando isso acontece”. Isso vai acalmá-la. Depois, ajude-a a retomar a conexão com o hemisfério esquerdo, pedindo que ela mesma recorra à linguagem para explicar por que ficou chateada e propondo alternativas para resolver o problema. Pode dizer algo como: “O que você acha que a gente pode fazer para ficar divertido de novo? Do que nós dois poderíamos brincar?”.


Como até os quatro anos de idade a atividade no hemisfério esquerdo – responsável pelo pensamento lógico – é limitada, não surtirá nenhum efeito argumentar com a criança. Nem gaste seu latim explicando por que você não pode comprar aquele brinquedo agora. Mesmo que você seja muito didático, as probabilidades de que ela entenda são pequenas. Como não existe uma percepção clara de linearidade e passagem do tempo, tampouco adiantará prometer para depois. O modo mais rápido de acabar com a birra, sugerem os especialistas, é atrair a atenção da criança para outra coisa, seja mostrando outro objeto interessante ou fazendo algo inusitado para distrair a criança do motivo da crise. Vale mostrar o elevador do shopping ou convidá-la para um passeio na escada rolante.


Outra estratégia para evitar os acessos de manha é tentar ajudar a criança a acessar a parte superior do cérebro, em vez de atiçar a parte inferior, mais reativa e instintiva. Para isso, ao vê-la tentar pegar um enfeite de vidro na sala, em vez de gritar “não” e impedi-la – o que pode provocar uma reação furiosa -, proponha algo que a obrigará a considerar um plano e fazer uma escolha, atividades relacionadas à parte superior do cérebro. “Vamos brincar lá fora? O que você acha que poderíamos fazer?”.


E se nada disso funcionar, você ainda tem uma opção: colocar a criança para correr. É sério. A atividade física pode alterar a química cerebral. Para evitar que os hormônios ligados ao estresse assumam o comando, convide-a para correr no jardim ou brincar de não deixar o balão cair – e veja como ela muda de astral.


Paz e amor em família


Outra dica valiosa para evitar birras e diminuir a quantidade delas a longo prazo: controle-se você também. O neuropediatra Mauro Muzkat, da Unifesp, alerta que o estado emocional dos pais tem grande impacto sobre o comportamento dos filhos e o nível de excitação da criança. “Graças aos neurônios-espelho, as crianças reproduzem desde as expressões até as sensações dos pais”, diz ele. “Se a criança está tensa, os pais não devem entrar no mesmo circuito reativo. Isso só vai pôr mais lenha na fogueira”, afirma.


Se, ao contrário, você conseguir manter uma boa atitude cada vez que um novo acesso de fúria da criança acontecer, terá boas chances de ajudá-la a programar seu cérebro para ficar mais calma também a longo prazo. Afinal, pesquisas revelaram que o cérebro é plástico, moldável. Ou seja: as dicas aqui valem para os momentos de birra, mas poderão surtir efeitos positivos durante todo o resto da vida da criança.


Sobrevivendo ao shopping


Distrair a atenção é melhor do que prometer para depois


Eu quero agora

 As compras mal começaram e a cada novo corredor a criança pede algo que você não está disposto a comprar. Começa então um berreiro de enormes proporções.


Depois não

 Como a criança tem limitada a atividade no hemisfério esquerdo do cérebro, que cuida da percepção de tempo, não vai adiantar prometer para depois.


Ah, o outro…!

O melhor nesse momento é atrair a atenção da criança para outra coisa, como para aquele ursinho que você trouxe na bolsa e que ela já não via há algum tempo.


Ponha a birra para correr

A atividade física evita que o mecanismo da birra seja ativado


Sob estresse, o cérebro da criança bloqueia as conexões da parte inferior com a superior. Isso impede a criança de recorrer ao neocórtex para controlar suas emoções quando é contrariada. É aí que começa a explosão de raiva.


Ao perceber que uma dessas crises se aproxima, coloque a criança para se movimentar. Vale brincar com um balão ou apostar corrida no jardim. A atividade física dispara a produção de neurotransmissores associados ao bem-estar, que evitam que os hormônios do estresse assumam o comando.




segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A escolha do parto

         
            A minha filha nasceu no dia 07/06/2015 de parto cesárea. Antes que todos pensem que foi opção da médica, já vou dizendo: não foi! A minha médica  tem mais de 40 anos de  experiência, em hospitais públicos e é a favor do parto normal, cesariana para ela só em último caso como foi o meu. 
            Eu tenho plaquetopenia que é uma diminuição das plaquetas que participam na coagulação, ou seja, quando eu me corto eu levo o triplo de tempo que uma pessoa normal levaria para estancar o sangramento. Com essa condição, um parto normal seria inviável para mim.
            Para que a minha filha viesse ao mundo eu precisaria de bolsas de sangue (O-) e de plaquetas disponíveis no caso de uma emergência. A bolsa de sangue era mais fácil de conseguir bastava solicitar ao próprio hospital, o problema eram as plaquetas. As plaquetas não podem ser guardadas como o sangue, elas duram no máximo cinco dias. Então eu precisava ter um doador compatível, não é qualquer pessoa que pode doar.
Os pré-requisitos para a doação de plaquetas são inúmeros, da minha família apenas meu marido e meu irmão se encaixavam. Depois de entrevistas e exames descobrimos que meu irmão também tem plaquetopenia, apenas o meu marido seria o doador. A doação foi feita e as bolsas de sangue separadas, era só colocar a Gabriella no mundo. Só?!
            Se engana quem diz que o parto cesárea é a opção mais fácil. Sinceramente acho que nem para o médico, pois é uma responsabilidade enorme. Para mim, foi uma opção dolorida. Eu senti dor antes, a primeira anestesia doeu, eu tremia de frio, eu chorava de nervoso e de dor. Eu senti dor durante, eu senti minha filha sendo puxada de dentro de mim. A Gabriella estava tão grudada no meu tórax que foi preciso que três pessoas subissem em cima de mim para puxa - lá. Eu senti dor depois, todos os movimentos que eu fazia fosse para tossir dava a sensação que estava arrebentando os pontos. Além disso, eu tive reação a anestesia, vomitei a bílis da hora que cheguei ao quarto até o dia seguinte na hora do almoço, vomitava tudo inclusive água. E meu marido foi um anjo, ficava segurando a bacia para eu vomitar, num determinado momento segurou a Gabriella com uma mão e a bacia com a outra. Também tive coceira no nariz. Meu nariz ficou vermelho em carne viva de tanto que eu cocei. E ainda dizem que a escolha pela cesariana é mais cômoda...

            Mas tudo isso foi muito pequeno quando finalmente eu peguei a minha filha. Quando eu olhei a Gabriella pela primeira vez eu esqueci te tudo que aconteceu. Dor? Que dor? Eu era só felicidade ao ver minha pituquinha linda, perfeita e com saúde.