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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Plateias Hospitalares - Doutores da Alegria comemora Dia das Crianças em hospitais do Rio

















O Projeto Plateias Hospitalares _ parceria do Doutores da Alegria com as secretarias de Saúde do Estado e do Município do Rio _ comemora o Dia das Crianças a partir de amanhã (10/10) com apresentações especiais em hospitais públicos do Rio.  Pacientes, acompanhantes e funcionários Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Caxias, e Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo vão assistir a muita poesia e teatro.

Desde sua implantação, em 2009, o projeto Plateias Hospitalares promove mensalmente apresentações artísticas em hospitais públicos.  Já foram realizadas mais de 500 apresentações, envolvendo 300 artistas e um público de cerca de 70 mil.

Programação especial do Dia das Crianças

10/10 (terça-feira) – 14h – Hospital Estadual Adão Pereira Nunes – Duque de Caxias - Núcleo Artístico Gema com o espetáculo Kê Gracinha.



11/10 (quarta-feira) – 14h – Hospital Estadual Alberto Torres – São Gonçalo – Conexão do Bem com o Cortejo Conexão.

 Sobre Doutores da Alegria













Doutores da Alegria é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que utiliza a arte do palhaço para intervir junto a crianças, adolescentes e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social nos hospitais públicos e em ambientes adversos. Fundada por Wellington Nogueira em 1991, a associação já realizou mais de 1,7 milhões de visitas a crianças hospitalizadas, seus acompanhantes e profissionais de saúde. O trabalho é gratuito para os hospitais e mantido por doações de empresas e de pessoas.




segunda-feira, 3 de julho de 2017

Onde dar a vacina rede pública ou privada?

            Quando engravidei nunca me passou pela cabeça ter que escolher onde eu iria dar as vacinas na minha filha. Sempre achei que seria no posto de saúde do bairro que é referência por nunca faltar vacina, além de ser nele que sempre fui vacinada, inclusive quando estava grávida. A dúvida começou quando Gabriella tomou vacina da BCG e a enfermeira do posto falou se pudesse fazer o teste do pezinho e dar as vacinas no particular seria melhor. Como eu tenho plano de saúde, um dos melhores, ela fez o teste no laboratório. 
            Na primeira consulta, eu mostrei para pediatra a carteira de vacinação que ganhamos no hospital para saber quais vacinas ela deveria tomar aos dois meses de idade. A pediatra marcou tudo que deveria tomar e perguntou onde eu levaria. Eu na mesma hora falei que seria no posto de saúde perto de casa, mas contei o que a enfermeira havia me falado e a pediatra falou um monte de coisas que eu não sabia...
            Segundo ela, a rede pública já foi muito boa. Hoje em dia, tem posto de saúde que não tem a vacina disponível, outros dão a vacina errada, no tal posto de saúde perto da minha casa trocaram a carteira de vacinação de dois meninos e um deles tomou uma vacina que não precisava tomar, uma confusão... Ela relatou que um paciente que deveria tomar a vacina em forma de injeção tomou gotinha, a enfermeira anotou na carteira de vacinação que tinha sido injeção e não avisou nada para mãe. Além disso, tem as reações à vacina dada no posto que o bebê pode ter como: inchaço na perninha e febre alta.
            As vacinas da rede pública são feitas com as células inteiras do vírus por isso dão reação muito mais forte. Já as vacinas da rede particular são acelulares não tem reação para o bebê. Depois conversar com o marido e com os avós, depois pedir orçamento e fazer contas decidimos pela rede particular. Fechamos um pacote vacinas que serão realizadas até ela completar 6 meses, estão incluídas todas as que o posto de saúde oferece e outras como a meningocócica conjugada.    
            As primeiras vacinas foram a  hexavalente (injeção), pneumocócica conjugada (injeção) e rotavirus (gotinhas). Gabriella tomou primeiro as gotinhas, ela adorou não queria largar. Depois foi a vez das injeções na perninha direita a  hexavalente, na esquerda a pneumocócica conjugada, Gabi chorou na hora das agulhadas e eu mais ainda... Mas nada como um peito para acalmar. Em casa foi como se nada tivesse acontecido ela riu e brincou, não teve dor ou inchaço nas perninhas, eu dei banho e tire o band-aid, ou seja, mexi muito nas pernas e ela não reclamou. Gabi ficou febril ao final do dia, chegou a 37,8 mas logo foi para 37 sem tomar remédio. A noite dormiu no mesmo horário, fez toda rotina sem alteração.
Até completar seis meses todas as vacinas foram feitas na clínica particular. Nesse período, ela só teve febre apenas uma vez. A Gabi tomou as gotinhas da vacina Rotavírus Pentavalente – ela adora beber, a injeção de Hexavalente na perninha direita  e a injeção de Pneumocócica 13 na perninha esquerda foram as últimas doses. Nesse dia a pituca chorou muito, muito mesmo, nunca vi ela chorar daquele jeito, mas nada que um mamá não acalmasse. No meio da madrugada ela ficou gemendo e quando fui ver estava com 39 de febre, depois da medicação a temperatura voltou ao normal. Apesar disso, valeu a pena gastar.          

Para entender melhor a diferença entre o público e o privado:

Vacina Rotavirus:
Rede pública - a vacina é monovalente, ou seja, protege apenas contra o rotavirus.
Rede Particular - a vacina é pentavalente, protege contra cinco sorologias de rotavirus.
Em ambos a aplicação é em gotinhas na boca do bebê.

Vacina Pneumocócica Conjugada
Rede pública - a vacina protege contra 10 subtipos de pneumococos.
Rede particular - a vacina protege contra 13 subtipos de pneumococos.
Em ambos a aplicação é uma picada no músculo da coxa.

Vacina polio
Rede pública - é dada uma picada única com essa proteção
Rede particular - a vacina é aplicada junto com a pentavalente, formando a Hexavalente, economizando assim uma picada na criança.

Vacina Pentavalente
Rede pública - é feita a partir de células inteiras da bactéria, o que causa mais reações.
Rede privada - inclui a vacina da polio, eliminando assim uma picada e é acelular, ou seja, feita a partir da proteína, tornando a mais "purificada", por isso causa menos reações.

Em ambos a aplicação é uma picada no músculo lateral da coxa.

terça-feira, 6 de junho de 2017

06 de Junho - Dia Nacional do Teste do Pezinho


O Teste do Pezinho é realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê e é capaz de detectar 46 diferentes disfunções nos recém-nascidos. Com o diagnóstico precoce pode permitir o tratamento de diversas destas doenças e proporcionar melhor qualidade de vida ao bebê e sua família.
Com uma picada no calcanhar do bebê, é possível retirar algumas gotinhas de sangue que, depois de analisadas, indicam se a criança apresenta certas doenças genéticas, infecciosas ou metabólicas. Desde 1992, o teste se tornou obrigatório no Brasil e, em 2001, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal.
O dia 6 de Junho é oficialmente o Dia Nacional do Teste do Pezinho. O objetivo da data é alertar a população para a importância de se realizar o exame de prevenção. Impedindo, assim,  o desenvolvimento de doenças que se não tratadas, podem levar à deficiência intelectual e causar outros prejuízos à qualidade de vida das pessoas.

O teste realizado gratuitamente pelo SUS detecta 3 doenças são elas:
Fenilcetonúria (freqüência 1 para 15.000) - doença hereditária causada pela ausência ou diminuição da atividade de uma enzima, fato que impede a metabolização adequada do aminoácido fenilalanina. Os altos níveis de fenilalanina não metabolizada causam alterações no sistema nervoso, levando à deficiência intelectual severa e irreversível nos casos não tratados.
Hipotireoidismo Congênito (freqüência de 1 para 4.000) - é uma doença causada pela falta ou produção deficiente da tiroxina, um hormônio da tireóide necessário para o desenvolvimento normal de todo o organismo, inclusive o cérebro. A falta da tiroxina traz consequências como deficiência intelectual grave e comprometimento do crescimento nos casos não tratados precocemente.
Anemia Falciforme (freqüência de 1 para 400 a 1 para 1.000) – é uma doença causada pela alteração estrutural na molécula de hemoglobina, uma proteína presente nos glóbulos vermelhos, responsável pelo transporte do oxigênio para os tecidos. Os indivíduos afetados apresentam complicações que podem afetar quase todos os órgãos e sistemas, sendo suscetíveis a anemia, infecções generalizadas, atraso no crescimento e dores.

O Teste do Pezinho Ampliado, realizado em clínica particular, detecta mais doença como:
Fenilcetonúria (PKU) - doença genética que decorre da deficiência ou ausência da enzima que atua sobre a fenilanina, causando o acúmulo deste aminoácido no sangue. A doença pode acarretar grave retardamento mental nos indivíduos portadores.

Aminoácidopatias - doença na qual o organismo não consegue digerir um aminoácido específico. O tratamento consiste em dietas específicas para cada tipo de aminoácido.

Hipotiroidismo Congênito - doença causada pela produção deficiente dos hormônios da tireóide. Neste caso podem ocorrer deficiências físicas e mentais em graus variados.

Fibrose Cística - doença genética que causa problemas de absorção nos recém-nascidos e nas crianças. A doença é responsável por anormalidades na secreção de muco, disfunção pancreática, problemas hepáticos e outras disfunções.

Galactosemia - doença hereditária causada por uma deficiência no metabolismo da galactose (açúcar presente no leite e seus derivados). Os indivíduos portadores da doença possuem níveis elevados de galactose no sangue, o que pode acarretar vômitos, diarréia, dilatação do fígado, icterícia e em alguns casos retardamento mental.


Toxoplasmose Congênita - nos indivíduos imunologicamente imaturos (como o recém-nascido) o protozoário Toxoplasma gondii  pode atacar vários órgãos e tecidos, causando as formas graves de toxoplasmose e originando problemas meningoencefálicos, hepáticos, renais e oculares.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

05 de Junho - Dia Mundial do Meio Ambiente



Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado anualmente em 5 de Junho.
O Dia Mundial do Meio Ambiente começou a ser comemorado em 1972, com o objetivo de promover atividades de proteção e preservação do meio ambiente e alertar o público mundial e governos de cada país para os perigos de negligenciarmos a tarefa de cuidar do meio ambiente.
Foi em Estocolmo, no dia 5 de junho de 1972, que teve início a primeira das Conferências das Nações Unidas sobre o ambiente humano (durou até dia 16) e por esse motivo foi a data escolhida como Dia Mundial do Meio Ambiente.

https://www.calendarr.com/brasil/dia-mundial-do-meio-ambiente/

quarta-feira, 12 de abril de 2017

12 de abril - Dia do Obstetra


Eu sou suspeita para falar da minha obstetra. A Dra. Maria Helena é minha médica desde sempre, ela é doce, educada, fina, elegante e ótima profissional.
Em nenhum momento ela me pressionou a fazer cesariana. Ele me explicou como era cada parto, falou o que achava melhor para mim (tenho plaquetopenia) e assim foi.
No dia do parto da Gabriella, eu não conseguia ficar quieta para tomar a anestesia, era muito frio, eu estava nervosa, tremia cada vez que a agulha chegava perto das minhas costas. Tomei a anestesia sentada, abraçada com a Dra. Maria Helena que me fazia carinho e me acalmava.  Viu! Um doce de pessoa!

O Dia do Obstetra comemora-se no dia 12 de abril.
O médico obstetra ou a médica obstetra, são aqueles profissionais da medicina que acompanham a mulher em gestação. Por noma, um obstetra aconselha e acompanha a mulher antes da gravidez, durante a gestação, durante o parto e acompanha a saúde da mulher também no pós-parto.
O médico obstetra acompanha assim a saúde da mãe e do bebê durante todo o processo, ajudando a prevenir e tratar eventuais problemas de saúde para qualquer um dos dois.
O Que Significa
Obstetra é uma palavra que vem do latim obstetrix, do verbo obstare, que significa "ficar ao lado de". Por isso, o obstetra é literalmente alguém que fica do lado, que acompanha e ajuda.


https://www.calendarr.com/brasil/dia-do-obstetra/

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

E as crises aqui em casa continuam...


Os dois anos ainda não chegaram oficialmente, mas as consequências  já são vistas de longe...


Outro dia nós saímos para fazer mercado, eu não podia sair do lado da Gabi nem um minuto. Imagina a situação,  o pai empurrando o carrinho, eu ao lado dela segurando a mãozinha. Quando eu soltava a mãozinha era uma choradeira sem fim, alguém conseguiu comprar tudo que queria? Não, né... E no mesmo dia ainda tínhamos que ir à farmácia.


Na primeira farmácia, a minha fera ficou mexendo em todos os produtos, os cremes de cabelos, nas escovas de dente infantil, na hora de ir embora ficou parada fazendo bico. Eu chamei várias vezes, só que ela ficou igual uma estátua com bico. Ela ficou braba porque eu acabei com a brincadeira dela. Gente, eu cai na gargalhada, o biquinho e a carinha dela eram uma graça e eu não me contive. Peguei a fera bicuda no colo e levei para a outra farmácia. Até que ela não deu ataque, foi numa boa sem chilique.

Na segunda farmácia, Gabi resolveu brincar com tudo que via na frente, ela fez uma bagunça,  eu deixei, depois tirei tudo da mão dela e dei a nossa cesta com as coisas que realmente compraríamos. Ela adorou carregar a cesta, se sentiu.


Engraçado no mesmo dia, em questão de minutos, era outra criança. Como pode? Bipolar? Não, não. Isso tudo tem explicação cientifica!


Achei toda a explicação no artigo abaixo da revista Super Interessante. http://super.abril.com.br/comportamento/a-ciencia-contra-a-birra/


   






Entenda por que as crianças reagem de forma explosiva diante dos menores desagrados e aprenda a controlar esses ataques de fúria com a ajuda da neuropediatria



Não importa de onde você venha: se existem crianças lá, elas fazem birra. Pode ser o filho de um feirante brasileiro, de um lorde inglês ou um pequeno candidato ao posto de Dalai Lama, no Tibete – todos são capazes de se jogar no chão, berrando e esmurrando o piso, diante de fatos triviais como a recusa do pai em comprar um brinquedo ou a interrupção da diversão com os coleguinhas na hora de tomar banho.


Se você se pergunta por que coisas tão corriqueiras têm o poder de tirar os pequenos do sério – e, eles, você -, saiba que a explicação está no desenvolvimento incompleto de nosso cérebro quando nascemos. A mesma razão pela qual os filhotes humanos dependem tanto dos pais durante a infância e a adolescência. Em formação, volta e meia os cérebros dos pequenos parecem entrar em curto-circuito.


Uma das áreas que não nascem prontas é a parte superior da massa cinzenta, composta pelo neocórtex. Essa região, que corresponde a 85% do cérebro, é responsável por capacidades como reflexão, planejamento, imaginação, pensamento analítico e solução de problemas. Mas nos primeiros anos de vida, faltam conexões suficientes entre os neurônios que existem lá.


“As crianças nascem com muitas áreas sem a camada de gordura que reveste os axônios, responsáveis pela transmissão dos sinais cerebrais entre as células nervosas”, explica o neuropediatra Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É como se um lustre viesse da fábrica com todas as lâmpadas, mas, em parte delas, faltassem os fios que permitem que elas acendam (não se preocupe, mais tarde, por volta dos seis anos de idade, tudo se iluminará). Na ausência de conexões neuronais adequadas nos primeiros quatro anos, a atividade mais intensa acontece nas partes inferiores, mais primitivas.


São as áreas que os cientistas apelidaram de cérebros reptiliano e mamífero. O primeiro é a parte mais profunda e antiga do cérebro humano, pouco modificada pela evolução. Para se ter uma ideia, ela é basicamente igual em todos os vertebrados – o elo perdido entre aquele bebê da propaganda de fraldas e uma lagartixa. Regula funções básicas relacionadas à sobrevivência, como fome, respiração e digestão. E reações instintivas de defesa e ataque, ligadas ao sentido de autopreservação da espécie e à defesa territorial.


Já o cérebro mamífero é equipado com habilidades para a convivência e a construção de relações sociais. Também conhecido como cérebro emocional, inclui o sistema límbico, estrutura cerebral que desperta emoções fortes, como raiva, medo e estresse associado à separação. Enquanto a parte mais primitiva do cérebro já vem bem desenvolvida desde o nascimento, a parte superior – nosso cérebro racional, composto pelo neocórtex e em particular pelos lobos frontais, que comanda o pensamento racional, a capacidade de solucionar problemas, criatividade e imaginação – só atinge sua plena maturidade por volta dos 25 anos de idade.


“É uma das últimas partes do cérebro a se desenvolver, e permanece em constante construção durante os primeiros anos da vida”, diz o pediatra e psiquiatra Daniel Siegel em seu livro The Whole Brain Child (algo como “O cérebro integral do bebê”), sem tradução no Brasil. Por isso, alguns comportamentos que queremos que nossas crianças demonstrem são praticamente impossíveis para elas. “A habilidade de tomar decisões equilibradas, controle emocional, ética e capacidade de prever as consequências de seus atos dependem de uma parte do cérebro que ainda está em formação, e que não está disponível para elas todo o tempo”, afirma Siegel, que também é pesquisador na Universidade da Califórnia.


Cérebros em fúria


Uma crise de birra significa que um de três alarmes – raiva, medo ou temor da separação – foi acionado na parte inferior, mais primitiva, do cérebro infantil. Esses sistemas, que fazem, por exemplo, com que o bebê se sinta terrivelmente inseguro ao menor afastamento dos pais, ou se assuste e chore diante de um barulho, foram originalmente desenvolvidos para proteger os filhotes de situações perigosas, como ser devorados por um predador.


“No mundo moderno, os estímulos para acionar os sistemas de medo ou raiva podem ser você saindo do quarto, uma porta batendo ou um coleguinha pegando um brinquedo dele”, diz a psicóloga Margot Sunderland, autora do livro The Science of Parenting (que poderia ser traduzido como “A Ciência da criação de filhos”), sem edição no Brasil.


“Sem o auxílio da parte superior do cérebro para racionalizar e se acalmar, o resultado é que a criança fica superexcitada, com altos níveis de substâncias químicas associadas ao estresse percorrendo seu corpo e cérebro”, afirma Sunderland, diretora de educação e treinamento no Centre for Child Mental Health, em Londres.


Nessas situações, a amígdala, uma das regiões da parte inferior do cérebro, normalmente disparada em situações de perigo, bloqueia as conexões da parte racional com a parte mais instintiva.


“É como se um portãozinho de segurança fosse colocado na base de uma escada, tornando o acesso ao cérebro superior inalcançável”, diz Daniel Siegel. Ou seja: não bastasse o cérebro ainda estar em construção, quando os pequenos estão sob forte estresse, algumas áreas dele ficam inacessíveis às crianças pequenas durante o momento da birra. E aí, mesmo sendo muito bem educada, fica difícil se controlar.


Trabalho em equipe


Até os quatro anos, essa falta de sintonia na cabeça dos pequenos tem um agravante: nessa idade, os dois hemisférios cerebrais ainda não trabalham de forma totalmente integrada. Se você já conviveu com uma criança pequena – seja seu filho, sobrinho ou aquele menino barulhento do apartamento de cima -, deve ter percebido que até essa idade as crises de fúria parecem nunca ter fim. Nessa fase, ainda não há fibras mielinizadas suficientes no corpo caloso, que conecta os dois hemisférios cerebrais.


Como Tico e Teco ainda não se conhecem muito bem, falta um trabalho em equipe que é crucial para um comportamento equilibrado. Enquanto o lado esquerdo é responsável pelo pensamento lógico, linear e pela linguagem, o direito é intuitivo, emocional e não-verbal. Quando esse último trabalha sozinho, somos dominados por sensações físicas e emoções.


É mais ou menos o que acontece com as crianças de menos de quatro anos, nas quais esse lado do cérebro é dominante. Elas ainda não têm a habilidade de recorrer à lógica e às palavras para expressar seus sentimentos e vivem completamente no presente. “Por isso são capazes de deixar tudo para se ajoelhar e observar com toda a atenção uma joaninha atravessar a calçada, sem se preocupar se estão atrasadas”, diz o pediatra. É essa inundação emocional também que explica a choradeira desproporcional do pequeno simplesmente porque você não deixou que ele mexesse num objeto na casa que vocês foram visitar.


Driblando o choro



Mas, se não dá para evitar as birras, é possível pelo menos contorná-las. O truque: tentar ajudar o bebê a integrar melhor as diferentes partes do cérebro, colocar as cabecinhas para trabalhar de forma coordenada, com a lógica do lado esquerdo do cérebro ajudando a controlar as emoções do lado direito, e a parte superior permitindo racionalizar e analisar as reações instintivas e viscerais da parte inferior. Como acontece com os adultos (pelo menos é o que esperamos).


Por isso, segundo o pediatra Daniel Siegel, no auge da crise da criança, quando o hemisfério direito está predominante, o melhor é abordá-la de forma emocional. Para isso, quando começar a birra, abrace-a, use expressões faciais empáticas e um tom de voz carinhoso. Traduza em palavras os sentimentos que ela própria não consegue descrever – já que seu hemisfério esquerdo, responsável pela linguagem, não está no comando.


Diga frases como: “Eu entendo que você ficou muito chateado porque seu coleguinha teve de ir embora. É muito chato quando isso acontece”. Isso vai acalmá-la. Depois, ajude-a a retomar a conexão com o hemisfério esquerdo, pedindo que ela mesma recorra à linguagem para explicar por que ficou chateada e propondo alternativas para resolver o problema. Pode dizer algo como: “O que você acha que a gente pode fazer para ficar divertido de novo? Do que nós dois poderíamos brincar?”.


Como até os quatro anos de idade a atividade no hemisfério esquerdo – responsável pelo pensamento lógico – é limitada, não surtirá nenhum efeito argumentar com a criança. Nem gaste seu latim explicando por que você não pode comprar aquele brinquedo agora. Mesmo que você seja muito didático, as probabilidades de que ela entenda são pequenas. Como não existe uma percepção clara de linearidade e passagem do tempo, tampouco adiantará prometer para depois. O modo mais rápido de acabar com a birra, sugerem os especialistas, é atrair a atenção da criança para outra coisa, seja mostrando outro objeto interessante ou fazendo algo inusitado para distrair a criança do motivo da crise. Vale mostrar o elevador do shopping ou convidá-la para um passeio na escada rolante.


Outra estratégia para evitar os acessos de manha é tentar ajudar a criança a acessar a parte superior do cérebro, em vez de atiçar a parte inferior, mais reativa e instintiva. Para isso, ao vê-la tentar pegar um enfeite de vidro na sala, em vez de gritar “não” e impedi-la – o que pode provocar uma reação furiosa -, proponha algo que a obrigará a considerar um plano e fazer uma escolha, atividades relacionadas à parte superior do cérebro. “Vamos brincar lá fora? O que você acha que poderíamos fazer?”.


E se nada disso funcionar, você ainda tem uma opção: colocar a criança para correr. É sério. A atividade física pode alterar a química cerebral. Para evitar que os hormônios ligados ao estresse assumam o comando, convide-a para correr no jardim ou brincar de não deixar o balão cair – e veja como ela muda de astral.


Paz e amor em família


Outra dica valiosa para evitar birras e diminuir a quantidade delas a longo prazo: controle-se você também. O neuropediatra Mauro Muzkat, da Unifesp, alerta que o estado emocional dos pais tem grande impacto sobre o comportamento dos filhos e o nível de excitação da criança. “Graças aos neurônios-espelho, as crianças reproduzem desde as expressões até as sensações dos pais”, diz ele. “Se a criança está tensa, os pais não devem entrar no mesmo circuito reativo. Isso só vai pôr mais lenha na fogueira”, afirma.


Se, ao contrário, você conseguir manter uma boa atitude cada vez que um novo acesso de fúria da criança acontecer, terá boas chances de ajudá-la a programar seu cérebro para ficar mais calma também a longo prazo. Afinal, pesquisas revelaram que o cérebro é plástico, moldável. Ou seja: as dicas aqui valem para os momentos de birra, mas poderão surtir efeitos positivos durante todo o resto da vida da criança.


Sobrevivendo ao shopping


Distrair a atenção é melhor do que prometer para depois


Eu quero agora

 As compras mal começaram e a cada novo corredor a criança pede algo que você não está disposto a comprar. Começa então um berreiro de enormes proporções.


Depois não

 Como a criança tem limitada a atividade no hemisfério esquerdo do cérebro, que cuida da percepção de tempo, não vai adiantar prometer para depois.


Ah, o outro…!

O melhor nesse momento é atrair a atenção da criança para outra coisa, como para aquele ursinho que você trouxe na bolsa e que ela já não via há algum tempo.


Ponha a birra para correr

A atividade física evita que o mecanismo da birra seja ativado


Sob estresse, o cérebro da criança bloqueia as conexões da parte inferior com a superior. Isso impede a criança de recorrer ao neocórtex para controlar suas emoções quando é contrariada. É aí que começa a explosão de raiva.


Ao perceber que uma dessas crises se aproxima, coloque a criança para se movimentar. Vale brincar com um balão ou apostar corrida no jardim. A atividade física dispara a produção de neurotransmissores associados ao bem-estar, que evitam que os hormônios do estresse assumam o comando.




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A importância dos padrinhos de batismo


Para os católicos, o batizado é o primeiro dos sete sacramentos e para mim um dos mais importantes. Eu tive e tenho uma madrinha muito presente na minha vida mas não tive padrinho, porque simplesmente ele nunca me procurou quando eu era criança. Isso ai é culpa do meu pai que não soube escolher. Sinceramente, nunca fez a menor falta...

Quando eu resolvi batizar a Garbiella é que eu fui entende a verdadeira função dos padrinhos. Em inglês padrinho é Godfather, madrinha é Godmother, o que faz mais sentido para a Igreja já que a tradução ficaria Deus em pai, Deus em mãe. Os padrinhos são muito mais que uma posição social; são pais segundo Deus, pois no batismo morre o "homem velho" e nasce o "homem novo". E como verdadeiros pais, têm o grande dever educar o filho na fé católica, no bons costumes, nos bons valores, deve educar para a responsabilidade e para a vida.  

Com base nisso escolhi pessoas do bem, honestas e que seguem os preceitos da Igreja Católica. Escolhi meu irmão e minha cunhada por serem um bom exemplo para minha filha se espelhar. Eu sei que eles aceitaram esse desafio, eu sei que eles sabem que a responsabilidade é para sempre, pois a condição de filho de Deus é eterna. E eles também sabem que a tarefa de amor, companhia, cuidado e orientação não acaba quando seu afilhado se torna adulto, mas continua durante a vida inteira. Assim como eu tenho responsabilidade com o Lorenzo, filho deles, meu afilhado.

“O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamos-nos membros de Cristo, e somos incorporados à Igreja e feitos participantes da sua missão: o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra” (CIC § 1213).

Os 7 sacramentos
1 – Batismo
2 - Crisma ou Confirmação
3 – Eucaristia
4 - Reconciliação ou Penitência
5 - Unção dos enfermos
6 – Ordem

7 - Matrimônio

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

E não é que a tal da cebola acaba com a tosse seca!

Numa noite quente, dessas de 40 graus que só o Rio de Janeiro te proporciona, eu resolvi ligar o ar-condicionado e o ventilado juntos. Estava tudo bem fresquinho, perfeito até a Gabi começar com uma tosse chata. E depois foi a minha vez. A combinação imperfeita resultou em uma tosse seca insuportável, que não passou nem tomando xarope de mel...

Eis que me lembrei de um post de alguém, no Instagram, dizendo que a cebola acabava com a tosse. Como eu já não aguentava mais ver a minha pituquinha tossindo a todo instante, resolvi experimentar. Peguei uma cebola, cortei em quatro partes, coloquei no prato e levei para o quarto. Deixei o prato do lado da Gabi, na cama, bem ao lado mesmo, se ela virasse mais um pouco dava com o nariz na cebola. Quarenta minutos depois ela tinha parado de tossir e dormia tranquilamente. Para o efeito não passar, deixei a cebola no quarto à noite inteira. Sim, fica um cheiro de cebola horrível, mas tudo para a minha gatinha dormir bem.


Fuçando em vários site descobri que a cebola crua, quando cortada, é o suficiente para começar a descongestionar as vias nasais, aliviar a tosse e ajudar na expectoração. Mas quando contei ao alergista que fiz isso com a pituca ele quase me matou... As vezes a tosse pode ser alérgica e o cheiro forte da cebola pode prejudicar. Então gente, cebola para tosse sé em último caso quando não tem xarope em casa. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Viagem em família


Viajar é a melhor coisa do mundo! A melhor forma de gastar dinheiro mas voltar rica de cultura e experiência. E viajar com criança? Com criança pequena de um ano? É maravilhoso do mesmo jeito!

Eu viajo com a Gabriella desde que ela tem 4 meses em 2015. A primeira viagem foi de carro para Cabo Frio (aqui no RJ mesmo), foram quase três horas dentro do carro e ela foi dormindo o tempo todo. Como Gabi era um bebê de colo e foi bem tranquilo. Levei carrinho, bebê conforto, banheira inflável e uma mala cheia de roupinhas e itens de higiene. Não me preocupei com alimentação porque ela só mamava no peito. Aproveitamos bastante.

A segunda viagem foi de avião para Foz do Iguaçu, em março de 20016, Gabi tinha 9 meses já dava seus primeiros passinhos e comia comida. Como eu não sabia como era a comida do lugar levei um carregamento de papinhas industrializadas (shame on me) para garantir o almoço e a janta da pituca. O Café da manhã e lanchinhos foram as frutas do hotel. Levei as papinhas na mala que foi despachada, para não correr o risco de quebrar tudo, embrulhei os potinhos em um pano de prato e arrumei tudo numa enorme tapware. Não quebrou nada. Também levei carrinho, banheira inflável (que eu não usei, porque dei banho no chuveiro mesmo que é bem mais prático) e uma mala cheia de roupinhas e itens de higiene. Ah, já ia esquecendo! Levamos a identidade dela! Sim Gabriella tem identidade desde 7 meses. Fizemos no poupa tempo, agora os bebês já saem de algumas maternidade com certidão de nascimento, identidade e cpf.

Para quem não sabe é bem tranquilo viajar de avião com o carrinho. Quando você vai deixar as malas no guichê da empresa aérea você tem que apresentar o carrinho porque ele precisa ser etiquetado (senão ninguém vai saber que é seu e pode perder!). O carrinho você só entrega na hora que vai entrar no avião. Isso mesmo! Na porta! Você fecha o carrinho que eles descem e colocam no avião.

Como a Gabriella não completou 2 anos ela não paga uma passagem inteira, paga apenas uma taxa. E como ela não paga passagem não tem direito de ir sentada (lei dos homens rsrsrsrss). Na primeira viagem de avião, tivemos a sorte de ficar na fileira com um assento sobrando. Então, Gabi foi deitada tanto na ido como na volta. A partir de 2 anos, as crianças pagam passagem e tem direito de ir sentadinha mas todo mundo sabe que poltrona de avião (classe econômica) é horrível!  Você pode levar cadeirinha para acoplar nessa poltrona, mas somente se a cadeira tiver o selo de aprovação da FAA (Agência Americana de Avião) o selo é o desenho de um avião.  Todas as companhias devem aceitar essa cadeirinha.

Voltando as viagens da Gabi...
A terceira viagem foi para Buenos Aires, Argentina, aproveitamos o feriadão olímpico em agosto de 2016, Gabi tinha 1 ano e 2 meses. Para essa viagem internacional, levamos todos os documentos da Gabriella, identidade e o passaporte Italiano. É isso mesmo! Ela só tem o passaporte Italiano, não tem brasileiro, não tivemos tempo de fazer... Como a viagem foi ali, nos hermanos usamos a identidade mesmo. Fiz a mesma coisa da viagem de Foz do Iguaçu, levei a mala com roupas e com papinhas e carrinho. Dessa vez não levei banheirinha, foi banho de chuveiro mesmo até porque ela já andava. Há quem diga que foi besteira (coisa de gente invejosa) mas a Gabi aproveitou bastante. Passeamos no Zoológico, no Jardim Japonês, passeamos pelas praças e monumentos, Gabriella correu pela cidade...   

A quarta foi para a Punta Cana, Republica Dominicana, em dezembro de 2016, Gabi completou 1 ano e 6 meses durante viagem. Foi a primeira vez que usamos os nossos passaportes Italianos (Gabi e eu) e descobrimos na hora de passar pela Policia Federal que como somos brasileiras devemos sair com o passaporte brasileiro ou algum documento brasileiro. Como levamos nossas identidade, e Gabriella estava viajando com a mãe e o pai, não tivemos grandes problemas apenas tivemos que esperar a liberação por parte do delegado de plantão. Providenciar o passaporte da Gabi já está na minha listinha de coisas para fazer em 2017. Nessa viagem a Gabriella se acabou! Fizemos o citytour por Santo Domingo que ela não curtiu muito, mas no dia seguinte nadamos com os golfinhos! Gabi adorou o golfinho, fez tanto carinho no bichinho que eu achei que ia machucar. Parecia a Felicia. Depois aproveitamos todas as instalações do resort, piscinas, jacuzzi, restaurantes temático, atividade para crianças e a praia maravilhosa com água quente. O paraíso! A única coisa chata dessa viagem foi o avião com poltronas duras, para completar ficamos em uma fileira que não inclinava, mas a Gabi foi deitada porque sobrou um lugar. Se ela está bem, tudo está bem para nós!


Em 2017 tem mais viagens! Aguardem! 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A escolha do parto

         
            A minha filha nasceu no dia 07/06/2015 de parto cesárea. Antes que todos pensem que foi opção da médica, já vou dizendo: não foi! A minha médica  tem mais de 40 anos de  experiência, em hospitais públicos e é a favor do parto normal, cesariana para ela só em último caso como foi o meu. 
            Eu tenho plaquetopenia que é uma diminuição das plaquetas que participam na coagulação, ou seja, quando eu me corto eu levo o triplo de tempo que uma pessoa normal levaria para estancar o sangramento. Com essa condição, um parto normal seria inviável para mim.
            Para que a minha filha viesse ao mundo eu precisaria de bolsas de sangue (O-) e de plaquetas disponíveis no caso de uma emergência. A bolsa de sangue era mais fácil de conseguir bastava solicitar ao próprio hospital, o problema eram as plaquetas. As plaquetas não podem ser guardadas como o sangue, elas duram no máximo cinco dias. Então eu precisava ter um doador compatível, não é qualquer pessoa que pode doar.
Os pré-requisitos para a doação de plaquetas são inúmeros, da minha família apenas meu marido e meu irmão se encaixavam. Depois de entrevistas e exames descobrimos que meu irmão também tem plaquetopenia, apenas o meu marido seria o doador. A doação foi feita e as bolsas de sangue separadas, era só colocar a Gabriella no mundo. Só?!
            Se engana quem diz que o parto cesárea é a opção mais fácil. Sinceramente acho que nem para o médico, pois é uma responsabilidade enorme. Para mim, foi uma opção dolorida. Eu senti dor antes, a primeira anestesia doeu, eu tremia de frio, eu chorava de nervoso e de dor. Eu senti dor durante, eu senti minha filha sendo puxada de dentro de mim. A Gabriella estava tão grudada no meu tórax que foi preciso que três pessoas subissem em cima de mim para puxa - lá. Eu senti dor depois, todos os movimentos que eu fazia fosse para tossir dava a sensação que estava arrebentando os pontos. Além disso, eu tive reação a anestesia, vomitei a bílis da hora que cheguei ao quarto até o dia seguinte na hora do almoço, vomitava tudo inclusive água. E meu marido foi um anjo, ficava segurando a bacia para eu vomitar, num determinado momento segurou a Gabriella com uma mão e a bacia com a outra. Também tive coceira no nariz. Meu nariz ficou vermelho em carne viva de tanto que eu cocei. E ainda dizem que a escolha pela cesariana é mais cômoda...

            Mas tudo isso foi muito pequeno quando finalmente eu peguei a minha filha. Quando eu olhei a Gabriella pela primeira vez eu esqueci te tudo que aconteceu. Dor? Que dor? Eu era só felicidade ao ver minha pituquinha linda, perfeita e com saúde.