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segunda-feira, 6 de março de 2017

A primeira “crechite” a gente nunca esquece


Diferente das outras escolas, as aulas da escola da Gabi começaram em janeiro. A primeira semana foi adaptação, ela não ficou o horário que deveria, ficou só algumas horinhas. No primeiro dia, ela não chorou, no segundo sim porque ela queria ficar desenhando lá no pátio, mas tinha que subir para sala de aula. No geral, a adaptação foi conforme o esperado, com um pouquinho de choro e resistência. Na segunda semana de aula foi o mesmo jeito, um chorinho para entrar, mas depois que a brincadeira começava ela se esbaldava. Tudo ia muito bem até a terceira semana.
Do nada a Gabi começou com um resfriado chato, nariz escorrendo, tose. Achei que fosse alergia e dei  os remédios para tal só que a situação piorou. Veio o vômito. Ela ficou um dia inteiro sem comer, só vomitando, inclusive vomitando água, leite, suco, nada parava no estômago. Levamos à emergência, lá ela tomou injeção com um remédio para parar o vômito. O Vômito parou. Na emergência,  a medica avisou de uma virose que parecia um resfriado comum, mas dava vômito e diarreia.  Voltamos para casa, nada dela comer, apenas bebia – pelo menos não ficava desidratada. No dia seguinte, a Gabi não abria o olho. Os olhinhos estavam grudados, cheios de remela, era conjuntivite. Mais uma vez paramos na emergência para saber se era só limpar com soro ou tinha algo a mais para usar. Passei o dia limpando os olhos da Gabi e tentando faze-la comer, mas nada, só água, água de coco, suco e mamá.  E ai veio a diarreia. No meio da madrugada, ela acordou me chamando para trocar a fralda que estava vazando.
Era oficial ela estava com essa tal dessa virose e de brinde uma conjuntivite. É claro que não levei a Gabi para escola por uma semana, as outras crianças poderiam pegar, não era justo com as outras mães. Ela ficou com a vó,  minha mãe, durante esse tempo até se recuperar. Eu sabia que ela pegou isso na escola, porque a Gabriella coloca tudo na boca e por mais que tenham professores e assistentes, elas não conseguiriam evitar isso. Mas o que eu não sabia que isso tinha nome: “crechite”.
O nome é “Crechite” porque quando as crianças começam a frequentar a creche elas pegam tudo que começa com “ite”: conjuntivite, otite, amigdalite, sinusite...

Essas doenças ocorrem porque o sistema imunológico da criança ainda está em formação, e as imunoglobulinas responsáveis pela defesa plena do organismo só estarão com a produção total aos 7 anos de idade. Para completar é o que eu falei acima, criança leva tudo à boca e todas as infecções são transmitidas por gotículas. Na creche/escolinha as crianças compartilham vírus/bactérias por isso cada semana um está doente, por um lado é bom porque as crianças vão "adquirindo resistência", o organismo dos pequenos vai aprendendo a combater esses vírus. Mas devemos fica alerta quando a criança tem:  2  ou mais pneumonias no ano; 4 ou mais novas otites no  ano; estomatites de repetição; abcessos de repetição ou ectima; um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia); infecções intestinais de repetição ou diarreia crônica; asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A escolha da escolinha




Antes mesmo da Gabriella nascer eu tinha planejado a vida acadêmica dela. Ela começaria na escolinha bilíngue aos dois anos. Com dois anos porque assim ela já teria imunidade suficiente, e estaria falando mais coisa, assim ela me contaria o que acontecia na escola. Bilíngue porque ela aprenderia o inglês desde pequena. Até ela completar dois anos ela ficaria com a minha mãe, mas os planos mudaram por motivo de sapequice. A Gabi é muito sapeca, não para quieta um minuto, corre de um lado para o outro, mexe em tudo e a vovó não conseguia acompanhar. Para aliviar a vida da minha mãe, decidimos antecipar a entrada na escola e no mês passado (janero) ela foi estudar.

Vou ser bem sincera, só visitei uma escola e fiquei encantada com a instituição. Para começar a escola é bilíngue do jeito que eu queria e perto de casa, porque no RJ as escolas bilíngues ficam na zona sul ou na Barra da Tijuca.  O local é todo estruturado para os pequenos, tem decoração lúdica, colorida e apaixonante. Visitei a escola duas vezes, uma com meu marido (pai da Gabi) e outra com a minha mãe (que é professora), todos gostaram de tudo: estrutura, profissionais, tudo. Ninguém quis visitar outra escola. Ah, todas as vezes que visitamos a Gabriella foi junto, gostou e se divertiu, queria brincar com os nenéns.

A primeira semana de aula foi de adaptação, ela teve pouco tempo de aula e chorou só um pouquinho. No primeiro dia, a Gabriella foi com a professora sem olhar para trás, ficou apenas uma horinha. No segundo dia, ela chorou, deu um showzinho porque não queria subir para a sala. Ela queria ficar desenhando na mesinha das crianças. Mas depois que estava lá em cima parou de chorar e brincou com as outras crianças, por uma hora e meia. No terceiro e quarto dia, foi a mesma coisa, um choro bobo que passou quando encontrou com as outras crianças. No quinto, e último dia da semana, ela não chorou, pegou na mão da tia e foi embora, passou duas horas na escola. Brincou de roda, passou pelo túnel e quis tomar o suco do coleguinha (rsrsrsrsrsrsss), ou seja, ficou ótima!

Na segunda semana, não teve choro. No primeiro dia de aula ela estava resfriada, mas a levamos assim mesmo. Gabriella foi para a sala de aula sem chorar, brincou, tomou banho, bebeu, comeu e tirou um cochilo. Ela ficou de 8h às 13h numa boa, sem choro ou reclamação.
E nós, ficamos felizes em ver que a nossa pituquinha está virando uma mocinha e triste porque o tempo está passando tão rápido... 


Onde está a minha bebezinha? Por que crescem tão rápido?