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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

O que fazer quando uma criança perde um dente permanente?



O trauma dentário é algo comum em crianças, já que entre as corridas e brincadeiras, podem ocorrer acidentes. Às vezes, dentes frontais que acabaram de nascer, após os de leite, caem por causa de uma batida.

“Nesses casos, o tipo de trauma é avulsão, quando o dente sai por inteiro. Existem também casos como concussão, subluxação, extrasão, etc., e em todos é preciso procurar um dentista imediatamente”, conta Suzi Rososki de Oliveira, Cirúrgiã-dentista na Clínica Odontológica Evolux.

A alternativa mais esperada por quem sofre de um trauma dentário é fazer uma ponte, colocar um dente artificial colado aos dentes do lado, porém, a opção aconselhada para crianças é o reimplante do dente avulsionado.

“Este procedimento deve ser feito o mais rápido possível, e o responsável pela criança dele levar o dente perdido para que o dentista possa recolocá-lo”, explica Suzi.

Para que seja viável, deve-se lavar o dente em água corrente sem esfregar e então guardá-lo imerso em leite, nunca em água ou outros produtos, para evitar que haja perda do ligamento periodontal, indispensável para o reimplante. O procedimento pode ser feito por até 4 horas depois do trauma, se dente estiver nas condições certas. Após isso, se torna desfavorável.

Dentistas indicam o reimplante pois, além do possível bullying que a criança pode sofrer após fazer uma ponte, por ter um dente diferente, sua estrutura óssea ainda não está completamente formada, então este dente artificial pode se soltar.

“Este reimplante do dente original não é definitivo, mas irá evitar que a criança perca o osso, e assim, terá a opção de fazer um implante artificial após finalizado o crescimento ósseo”, finaliza a especialista.


Serviço: Clínica Odontológica Evolux
Cirurgiã-dentista
Suzi Rososki de Oliveira
(41) 3532-4554

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Terrible Two

Gabriella nem completou dois anos e já se comporta como tal. Precoce, não?! Com um ano e cinco meses eu já notei diferença no comportamento dela. Um belo dia ela parou de comer frutas, eu cortava as frutas em pedaços grandes, espetava com o garfinho e ela se recusava a comer. Era boca fechada, cabeça balançando de um lado para o outro dizendo não... Mas mesmo assim eu não desistia! Forçava ela a comer, abria a boquinha e, literalmente, tacava a fruta lá dentro. Ela cuspia tudo e se jogava no chão.

Era o começo do show chamado “terrible two”...


Querido doutor Carlos González, me desculpe mas eu forçava a Gabriella comer fruta sim! Eu acho uma falta de respeito ela parar de um dia para o outro de comer fruta! Desrespeito é eu ter que jogar banana fora porque ela cuspiu tudo.


Foi só um desabafo, voltamos ao texto.


E se jogar no chão passou a ser a atividade física preferida dela. Ela queria colo, eu não dava, ela se jogava no chão. Ela queria mamar fora do horário, eu não dava, ela se jogava no chão. Ela queria subir no sofá, eu não deixava, ela se jogava no chão. Chão, chão, chão, chão.

Depois ela passou a jogar as coisas no chão. Terminou de beber água, copo no chão. Não queria mais chupar a chupeta, chupeta no chão. Não queria mais brincar, boneca no chão. Não queira mais comer, comida no chão. Não queria mais assistir Peppa, tablet no chão.  Chão, chão, chão, chão.

Também teve a fase de sacudir as pernas e chutar tudo que via pela frente. Sentada, ela tentava chutar a gente. Em pé, ela se sacudia. Era um requebrado só.


Até que o show começou de verdade!


A choradeira sem fim! Sabe aquele choro que é mais grito do que outra coisa?! Esse insuportável que todo mundo olha?! Ela passou a chorar por tudo, tudo mesmo. Mas não pense que era só chorar. Não. Era choro com bonecas lançadas ao chão. Choro, deitada no chão no meio do shopping. Choro, na cadeirinha do carro, tentando me chutar. Choro sentada se sacudindo na cadeira do restaurante durante o almoço. Choro para lavar a cabeça...


Eu converso abaixada na mesma altura, eu me faço de cega, eu brigo, eu deixo de castigo, eu dou palmadas no bumbum (Xuxa eu dou palmada sim, mas não deve doer porque ela continua fazendo malcriação rsrsrsrsss) e nada adianta. Acho que essas crianças nascem evoluídas de mais.

E ela nem tem dois anos...



Como dizia a Kátia: “Não está sendo fácil”.