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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Onde dar a vacina rede pública ou privada?

            Quando engravidei nunca me passou pela cabeça ter que escolher onde eu iria dar as vacinas na minha filha. Sempre achei que seria no posto de saúde do bairro que é referência por nunca faltar vacina, além de ser nele que sempre fui vacinada, inclusive quando estava grávida. A dúvida começou quando Gabriella tomou vacina da BCG e a enfermeira do posto falou se pudesse fazer o teste do pezinho e dar as vacinas no particular seria melhor. Como eu tenho plano de saúde, um dos melhores, ela fez o teste no laboratório. 
            Na primeira consulta, eu mostrei para pediatra a carteira de vacinação que ganhamos no hospital para saber quais vacinas ela deveria tomar aos dois meses de idade. A pediatra marcou tudo que deveria tomar e perguntou onde eu levaria. Eu na mesma hora falei que seria no posto de saúde perto de casa, mas contei o que a enfermeira havia me falado e a pediatra falou um monte de coisas que eu não sabia...
            Segundo ela, a rede pública já foi muito boa. Hoje em dia, tem posto de saúde que não tem a vacina disponível, outros dão a vacina errada, no tal posto de saúde perto da minha casa trocaram a carteira de vacinação de dois meninos e um deles tomou uma vacina que não precisava tomar, uma confusão... Ela relatou que um paciente que deveria tomar a vacina em forma de injeção tomou gotinha, a enfermeira anotou na carteira de vacinação que tinha sido injeção e não avisou nada para mãe. Além disso, tem as reações à vacina dada no posto que o bebê pode ter como: inchaço na perninha e febre alta.
            As vacinas da rede pública são feitas com as células inteiras do vírus por isso dão reação muito mais forte. Já as vacinas da rede particular são acelulares não tem reação para o bebê. Depois conversar com o marido e com os avós, depois pedir orçamento e fazer contas decidimos pela rede particular. Fechamos um pacote vacinas que serão realizadas até ela completar 6 meses, estão incluídas todas as que o posto de saúde oferece e outras como a meningocócica conjugada.    
            As primeiras vacinas foram a  hexavalente (injeção), pneumocócica conjugada (injeção) e rotavirus (gotinhas). Gabriella tomou primeiro as gotinhas, ela adorou não queria largar. Depois foi a vez das injeções na perninha direita a  hexavalente, na esquerda a pneumocócica conjugada, Gabi chorou na hora das agulhadas e eu mais ainda... Mas nada como um peito para acalmar. Em casa foi como se nada tivesse acontecido ela riu e brincou, não teve dor ou inchaço nas perninhas, eu dei banho e tire o band-aid, ou seja, mexi muito nas pernas e ela não reclamou. Gabi ficou febril ao final do dia, chegou a 37,8 mas logo foi para 37 sem tomar remédio. A noite dormiu no mesmo horário, fez toda rotina sem alteração.
Até completar seis meses todas as vacinas foram feitas na clínica particular. Nesse período, ela só teve febre apenas uma vez. A Gabi tomou as gotinhas da vacina Rotavírus Pentavalente – ela adora beber, a injeção de Hexavalente na perninha direita  e a injeção de Pneumocócica 13 na perninha esquerda foram as últimas doses. Nesse dia a pituca chorou muito, muito mesmo, nunca vi ela chorar daquele jeito, mas nada que um mamá não acalmasse. No meio da madrugada ela ficou gemendo e quando fui ver estava com 39 de febre, depois da medicação a temperatura voltou ao normal. Apesar disso, valeu a pena gastar.          

Para entender melhor a diferença entre o público e o privado:

Vacina Rotavirus:
Rede pública - a vacina é monovalente, ou seja, protege apenas contra o rotavirus.
Rede Particular - a vacina é pentavalente, protege contra cinco sorologias de rotavirus.
Em ambos a aplicação é em gotinhas na boca do bebê.

Vacina Pneumocócica Conjugada
Rede pública - a vacina protege contra 10 subtipos de pneumococos.
Rede particular - a vacina protege contra 13 subtipos de pneumococos.
Em ambos a aplicação é uma picada no músculo da coxa.

Vacina polio
Rede pública - é dada uma picada única com essa proteção
Rede particular - a vacina é aplicada junto com a pentavalente, formando a Hexavalente, economizando assim uma picada na criança.

Vacina Pentavalente
Rede pública - é feita a partir de células inteiras da bactéria, o que causa mais reações.
Rede privada - inclui a vacina da polio, eliminando assim uma picada e é acelular, ou seja, feita a partir da proteína, tornando a mais "purificada", por isso causa menos reações.

Em ambos a aplicação é uma picada no músculo lateral da coxa.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Viagem em família


Viajar é a melhor coisa do mundo! A melhor forma de gastar dinheiro mas voltar rica de cultura e experiência. E viajar com criança? Com criança pequena de um ano? É maravilhoso do mesmo jeito!

Eu viajo com a Gabriella desde que ela tem 4 meses em 2015. A primeira viagem foi de carro para Cabo Frio (aqui no RJ mesmo), foram quase três horas dentro do carro e ela foi dormindo o tempo todo. Como Gabi era um bebê de colo e foi bem tranquilo. Levei carrinho, bebê conforto, banheira inflável e uma mala cheia de roupinhas e itens de higiene. Não me preocupei com alimentação porque ela só mamava no peito. Aproveitamos bastante.

A segunda viagem foi de avião para Foz do Iguaçu, em março de 20016, Gabi tinha 9 meses já dava seus primeiros passinhos e comia comida. Como eu não sabia como era a comida do lugar levei um carregamento de papinhas industrializadas (shame on me) para garantir o almoço e a janta da pituca. O Café da manhã e lanchinhos foram as frutas do hotel. Levei as papinhas na mala que foi despachada, para não correr o risco de quebrar tudo, embrulhei os potinhos em um pano de prato e arrumei tudo numa enorme tapware. Não quebrou nada. Também levei carrinho, banheira inflável (que eu não usei, porque dei banho no chuveiro mesmo que é bem mais prático) e uma mala cheia de roupinhas e itens de higiene. Ah, já ia esquecendo! Levamos a identidade dela! Sim Gabriella tem identidade desde 7 meses. Fizemos no poupa tempo, agora os bebês já saem de algumas maternidade com certidão de nascimento, identidade e cpf.

Para quem não sabe é bem tranquilo viajar de avião com o carrinho. Quando você vai deixar as malas no guichê da empresa aérea você tem que apresentar o carrinho porque ele precisa ser etiquetado (senão ninguém vai saber que é seu e pode perder!). O carrinho você só entrega na hora que vai entrar no avião. Isso mesmo! Na porta! Você fecha o carrinho que eles descem e colocam no avião.

Como a Gabriella não completou 2 anos ela não paga uma passagem inteira, paga apenas uma taxa. E como ela não paga passagem não tem direito de ir sentada (lei dos homens rsrsrsrss). Na primeira viagem de avião, tivemos a sorte de ficar na fileira com um assento sobrando. Então, Gabi foi deitada tanto na ido como na volta. A partir de 2 anos, as crianças pagam passagem e tem direito de ir sentadinha mas todo mundo sabe que poltrona de avião (classe econômica) é horrível!  Você pode levar cadeirinha para acoplar nessa poltrona, mas somente se a cadeira tiver o selo de aprovação da FAA (Agência Americana de Avião) o selo é o desenho de um avião.  Todas as companhias devem aceitar essa cadeirinha.

Voltando as viagens da Gabi...
A terceira viagem foi para Buenos Aires, Argentina, aproveitamos o feriadão olímpico em agosto de 2016, Gabi tinha 1 ano e 2 meses. Para essa viagem internacional, levamos todos os documentos da Gabriella, identidade e o passaporte Italiano. É isso mesmo! Ela só tem o passaporte Italiano, não tem brasileiro, não tivemos tempo de fazer... Como a viagem foi ali, nos hermanos usamos a identidade mesmo. Fiz a mesma coisa da viagem de Foz do Iguaçu, levei a mala com roupas e com papinhas e carrinho. Dessa vez não levei banheirinha, foi banho de chuveiro mesmo até porque ela já andava. Há quem diga que foi besteira (coisa de gente invejosa) mas a Gabi aproveitou bastante. Passeamos no Zoológico, no Jardim Japonês, passeamos pelas praças e monumentos, Gabriella correu pela cidade...   

A quarta foi para a Punta Cana, Republica Dominicana, em dezembro de 2016, Gabi completou 1 ano e 6 meses durante viagem. Foi a primeira vez que usamos os nossos passaportes Italianos (Gabi e eu) e descobrimos na hora de passar pela Policia Federal que como somos brasileiras devemos sair com o passaporte brasileiro ou algum documento brasileiro. Como levamos nossas identidade, e Gabriella estava viajando com a mãe e o pai, não tivemos grandes problemas apenas tivemos que esperar a liberação por parte do delegado de plantão. Providenciar o passaporte da Gabi já está na minha listinha de coisas para fazer em 2017. Nessa viagem a Gabriella se acabou! Fizemos o citytour por Santo Domingo que ela não curtiu muito, mas no dia seguinte nadamos com os golfinhos! Gabi adorou o golfinho, fez tanto carinho no bichinho que eu achei que ia machucar. Parecia a Felicia. Depois aproveitamos todas as instalações do resort, piscinas, jacuzzi, restaurantes temático, atividade para crianças e a praia maravilhosa com água quente. O paraíso! A única coisa chata dessa viagem foi o avião com poltronas duras, para completar ficamos em uma fileira que não inclinava, mas a Gabi foi deitada porque sobrou um lugar. Se ela está bem, tudo está bem para nós!


Em 2017 tem mais viagens! Aguardem! 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A escolha do parto

         
            A minha filha nasceu no dia 07/06/2015 de parto cesárea. Antes que todos pensem que foi opção da médica, já vou dizendo: não foi! A minha médica  tem mais de 40 anos de  experiência, em hospitais públicos e é a favor do parto normal, cesariana para ela só em último caso como foi o meu. 
            Eu tenho plaquetopenia que é uma diminuição das plaquetas que participam na coagulação, ou seja, quando eu me corto eu levo o triplo de tempo que uma pessoa normal levaria para estancar o sangramento. Com essa condição, um parto normal seria inviável para mim.
            Para que a minha filha viesse ao mundo eu precisaria de bolsas de sangue (O-) e de plaquetas disponíveis no caso de uma emergência. A bolsa de sangue era mais fácil de conseguir bastava solicitar ao próprio hospital, o problema eram as plaquetas. As plaquetas não podem ser guardadas como o sangue, elas duram no máximo cinco dias. Então eu precisava ter um doador compatível, não é qualquer pessoa que pode doar.
Os pré-requisitos para a doação de plaquetas são inúmeros, da minha família apenas meu marido e meu irmão se encaixavam. Depois de entrevistas e exames descobrimos que meu irmão também tem plaquetopenia, apenas o meu marido seria o doador. A doação foi feita e as bolsas de sangue separadas, era só colocar a Gabriella no mundo. Só?!
            Se engana quem diz que o parto cesárea é a opção mais fácil. Sinceramente acho que nem para o médico, pois é uma responsabilidade enorme. Para mim, foi uma opção dolorida. Eu senti dor antes, a primeira anestesia doeu, eu tremia de frio, eu chorava de nervoso e de dor. Eu senti dor durante, eu senti minha filha sendo puxada de dentro de mim. A Gabriella estava tão grudada no meu tórax que foi preciso que três pessoas subissem em cima de mim para puxa - lá. Eu senti dor depois, todos os movimentos que eu fazia fosse para tossir dava a sensação que estava arrebentando os pontos. Além disso, eu tive reação a anestesia, vomitei a bílis da hora que cheguei ao quarto até o dia seguinte na hora do almoço, vomitava tudo inclusive água. E meu marido foi um anjo, ficava segurando a bacia para eu vomitar, num determinado momento segurou a Gabriella com uma mão e a bacia com a outra. Também tive coceira no nariz. Meu nariz ficou vermelho em carne viva de tanto que eu cocei. E ainda dizem que a escolha pela cesariana é mais cômoda...

            Mas tudo isso foi muito pequeno quando finalmente eu peguei a minha filha. Quando eu olhei a Gabriella pela primeira vez eu esqueci te tudo que aconteceu. Dor? Que dor? Eu era só felicidade ao ver minha pituquinha linda, perfeita e com saúde.