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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Os exercícios físicos não inibem o crescimento




Uma das pautas divergentes na área da medicina trata da relação da prática de atividade física, com a inibição do crescimento de um indivíduo. Há um mito,  sobre esse assunto. Afinal, será que o jovem que faz exercícios físicos deixa de crescer? De acordo com o ortopedista Daniel Carvalho, não.

Alguns exercícios como, jogar bola, praticar vôlei, corrida, natação, ballet, judô e karatê, não possuem restrição e nem influência no crescimento dos jovens, quando utilizadas de forma lúdica, eles são indicados para que a criança ganhe confiança em sí mesma, perca a timidez, saiba conversar e agir dentro de uma equipe.

Já as atividades que possuem um peso, como musculação ou crossfit, devem ser realizadas com a ajuda das máquinas e não de um peso livre, assim o jovem tem maior controle do movimento realizado.

O importante é levar o processo de amadurecimento físico de maneira ponderada, buscando em sua maioria os exercícios de resistência, como corrida (sem esquecer de orientação médica e do tênis apropriado), modalidades esportivas em grupo, entre outras necessidades. Daniel ainda diz que “Os exercícios que forem realizados de forma orientada por um profissional, não irão prejudicar o crescimento dos jovens e estes também não iram se lesionar”.

O outro lado da moeda também é interessante, a aceleração do crescimento. Existem médicos que recomendam exercícios para acelerar o crescimento. Algumas modalidades teriam o poder de dar ao jovem de estatura baixa, a chance de ganhar mais alguns centímetros. Outro mito. Se a criança ou adolescente, possuem uma herança genética é praticamente nula a ação externa para mudar isso.

Esses códigos não se transmitem de maneira externa. Lembrando de que não está sendo falado de desnutrição, reposição hormonal ou algo do gênero, e sim da prática de atividade física, principalmente a musculação interferindo no crescimento de um jovem. Daniel finaliza “Desconsiderando o exagero, isso é mito”.

Serviço: Dr. Daniel Carvalho
Ortopedia do Esporte
(41) 30266959 e WhatsApp (41) 97020013
@drdanielcarvalhoesporte
www.ortopediadoesporte.com.br
Endereço: Av. Sete de Setembro, 6496 – Seminário, Curitiba, PR.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O crescimento correto do rosto


A crença popular é de que o rosto da criança será exatamente aquilo que está escrito no código genético, mas a verdade não é bem essa. 

Logo ao nascer, os fatores ambientais começam a agir sobre a criança e vão – também – influenciar a maneira como a sua face se desenvolverá, principalmente na região denominada dentofacial, que inclui a boca. A afirmação é do ortodontista e ortopedista facial, Gerson Köhler, membro da ABOR – Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial – que informa ser possível administrar esse jogo de estímulos, desde que a intervenção terapêutica normalizadora seja em idade precoce, o que não significa a utilização de nenhum tipo de aparelho corretivo.

Aduzem os especialistas da Köhler Ortofacial que existe um método de acompanhamento do crescimento do rosto infantil denominado “ Monitoração Ortopédica da Face Pediátrica – MOFP” – que deve ser prescrito e iniciado  o mais cedo possível, pois é nos primeiros anos de vida que os traços e tendências de crescimento se consolidam.

Pesquisas de Centros de Crescimento Facial nos Estados Unidos mostraram que cerca de 60% do crescimento facial já está completo aos quatro anos de idade, e 90%, aos 12.O que os números indicam é que a chance de interferência clínica normalizadora vai diminuindo progressivamente.

“O potencial terapêutico é melhor aproveitado quando a intervenção clínica se dá no momento certo. Infelizmente ainda existe a crendice de que  o mais correto – em termos de alterações de crescimento dentofacial –  é esperar até a adolescência para procurar um especialista, mas nisso o problema vai se agravando progressivamente e o nível de dificuldade para tratar e normalizar pode se tornar operacionalmente mais complexo. Perdem-se os chamados estirões (épocas de aceleração) do crescimento da face”, afirma Juarez Köhler, especialista associado da Köhler Ortofacial.

Mesmo antes de a criança apresentar níveis de colaboração para a normalização das funções e formas do rosto – o que só ocorre por volta do período pré-escolar – as variáveis nocivas e alteradoras de forma e funções que estejam presentes devem ser monitoradas e excluídas ou – pelo menos – minimizadas. Isto costuma ser levado a efeito em contexto interdisciplinar médico-odontológico-fonoaudiológico, num trabalho clínico multi-inter-profissional muito importante para a futura formação morfológica e estética da face infantil.

O monitoramento facial  – especialmente da região dentofacial, que responde por cerca de um terço do tamanho total do rosto – é feito nos mesmos moldes dos realizados por médicos pediatras. O foco, no entanto, neste caso, é a saúde, harmonia e beleza facial. Perceber desvios que estejam ocorrendo na formação do rosto infantil não é simples, exige um profundo conhecimento do complexo e continuado processo de crescimento craniofacial, que exige, por sua vez,  observação e cuidados periódicos.

As chamadas curvas de crescimento infantil e a relação da maturidade óssea com a idade cronológica são variáveis importantes a serem observadas. ”Regularmente, recebemos os pacientes para avaliar como estão crescendo, sempre de olho nas estruturas faciais e nas funções, como mastigação, respiração, deglutição e a fala”, explica Juarez Köhler, ortopedista facial e responsável pelo MOFP, na clínica Kohler Ortofacial.

Tanta precaução se explica pela forma como o rosto da criança é facilmente modificado. Hábitos como chupar o dedo, usar mamadeira ou chupeta por tempo demasiado (além dos 3 anos) e respirar pela boca utilizam de forma inadequada os músculos faciais que, com o tempo, acabam alterando os ossos aos quais se prendem. Os ossos são extremamente maleáveis na sua plasticidade na fase infantil e – ao tempo que crescem – são moldados pelo trabalho muscular. Se a ação muscular está inadequada, a base óssea também ficará. Somente o olhar especializado pode perceber os erros no crescimento progressivo da face da criança.

Os pais só costumam  notar que há algo fora do normal quando a deformação já está estabelecida. “Muitas vezes, só observar o paciente abrindo e fechando a boca já dá indícios dos níveis de assimetria que esteja se instalando no rosto da criança”, esclarece o professor Gerson Köhler, com base não só em sua atividade clínica, mas também em seu longo período de docência na formação de pós-graduados em suas especialidades.

Tudo isto considerado, é importante frisar, para pais de crianças ainda em fase pré-escolar, que fiquem atentos para o que ocorre de diferente no rosto de seus pequenos, principalmente na área dentofacial, inclui a boca e seus conteúdos, dentes e língua. Notando algo estranho – ai incluída a respiração feita incorretamente pela boca – é necessário procurar um especialista de sua confiança. Desta maneira, atuando nos momentos certos para evitar incorreções no crescimento facial é que será possível  evitar alterações que podem tornar o rosto infantil desarmonioso, o que, convenhamos, tem sérias repercussões sobre a auto-imagem e auto-estima dos pequenos. Importante notar que alterações dentofaciais podem conduzir, já no período escolar (se não evitadas antes disso) a apelidos inadequados e até a bulling, podendo deixar a criança estimagtizada e com complexos que alteram significativamente seu bem-estar e qualidade de vida.


Gerson I. Köhler, ortopedista facial e ortodontista, membro especialista da ABOR - Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial, filiada à World Federation of Orthodontists (WFO), USA

Doutor Gerson Köhler (CRO 3921 – PR)
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial
Site: http://www.kohlerortofacial.com.br
Blog: http://kohlerortofacial.wordpress.com
E-mail: kohler010@gmail.com
Fone: 41 3224.4883/3013-0183
Endereço: Rua Comendador Araújo, 143, conj. 42, Centro, Curitiba/PR.